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Pesquisa recente da Quaest, que busca medir a aprovação/desaprovação do governo, os problemas do país que afligem os cidadãos e as intenções de voto, tem algumas indicações interessantes. A desaprovação de Bolsonaro, em 48%, aumentou em todas as faixas etárias, de renda, em todos os níveis educacionais, em todas as regiões do país, entre mulheres e homens, em todas as denominações religiosas. A aprovação, em 24%, teve a mesma trajetória. Entre os eleitores evangélicos, a desaprovação (35%) subiu três pontos e superou em três pontos a aprovação (32%), que caiu quatro pontos. Entre os eleitores de Bolsonaro, a desaprovação subiu quatro pontos, para 19%, e a aprovação caiu cinco pontos, para 47%. Há boas pistas de que de agora em diante será a economia, novamente, que determinará a trajetória da avaliação de Bolsonaro.

Quando se examina as intenções espontâneas de voto, observa-se que as indicações para Bolsonaro caíram de 18% para 15%. As escolhas do nome de Lula permanecem em 23%. Já se falou, precipitadamente, de pisos mais altos para o voto de Bolsonaro. O que está claro é que este piso não existe e, dependendo do que ocorra, essas intenções de voto podem cair mais ou, menos provável, se subir. Nas intenções de voto estimuladas por cartela, Lula está no patamar de 40%-45%, e Bolsonaro no de 25%. As indicações para outros candidatos, inclusive Ciro e Dória, somadas, atingem 15%. É uma marca nada desprezível, dado o baixo grau de conhecimento dos candidatos, à exceção de Ciro, conhecido por 89% dos entrevistados, Dória, com 81% e Datena, com 82%. Luiz Henrique Mandetta tem 56% de conhecimento. Eduardo Leite e Rodrigo Pacheco são conhecidos por 40% e 39%, respectivamente; Simone Tebet, é conhecida por 19%. Há, claramente, espaço para um terceira via. Mas ele terá que ser conquistado e sua ocupação e extensão dependerão da inteligência estratégica dos candidatos. Em suma, na minha opinião, ainda tem muito jogo para ser jogado. Estamos, ainda, nos primeiros momentos das preliminares. Não chegaremos às oitavas de final, antes de março de 2022.

As preocupações da sociedade já foram dominadas pela pandemia e agora se concentram na economia. Isso tem diretamente a ver com a popularidade/impopularidade do presidente. Daqui em diante, será a economia, de novo, que determinará a trajetória a popularidade, melhor seria dizer impopularidade, de Bolsonaro. O gráfico no final deste post mostra que o bloco de problemas relativos à economia, aumentou seu peso nas aflições dos cidadãos. Somei as indicações para "economia", "desemprego" e "inflação". A Quaest soma apenas "economia" e "inflação". Mas, acho que faz sentido somar os três, porque tanto o desemprego, quanto a inflação, afetam negativamente a renda real disponível das pessoas, que é a variável à qual os cidadãos de fato reagem.  Houve uma inversão interessante: o bloco economia tinha 28% das indicações e saúde/pandemia, 41%, em julho de 2021. Em setembro, foi o contrário, economia, 41%, e saúde/pademia, 28%. A pandemia, continua a preocupar, porém agora menos do que a economia. O fato é que o centro das preocupações dos cidadãos hoje, são a pandemia e a economia, com 69% das indicações. Se somamos a questão social — "pobreza e desigualdade" (9%) — cujo agravamento é, em grande medida, decorrente da conjunção entre as crises da pandemia e da economia, chegamos a praticamente a 78%. Em outras palavras, 80% das preocupações da sociedade se concentram nestes três blocos de problemas e são elas que dominam as visões que os cidadão têm do governo e de Bolsonaro.

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